A QUÍMICA DO BURACO DE OZÔNIO.

Thiago Maia Blog

Luiz Carlos Baldicero Molion

Pesquisador e Professor Aposentado INPE/MCT e UFAL/MEC

Molina e Molina (1987) desenvolveram uma teoria extremamente complexa, chamada “dimer chemistry”, ou “química heterogênea”, na tentativa de explicar a destruição do ozônio pelos compostos de clorofluorocarbono (CFC), gases utilizados em refrigeração. A teoria requer temperatura ambiental muito baixa, inferior a –78°C, que ocorre na estratosfera da Antártica algumas poucas semanas do ano, notadamente no final de setembro e início de outubro. Exige, também, cristais de gelo, que seriam provenientes da formação de nuvens estratosféricas polares, compostas de gotículas que são soluções de água e ácidos nítrico e sulfúrico e não apenas de água como nas nuvens comuns. E, finalmente, exige luz solar, que só está presente após o nascer do Sol na Antártica, tipicamente após dia 20 de setembro. Ocorrendo simultaneamente, essas condições dariam início a uma série de reações que quebrariam as moléculas de CFC, liberando átomos…

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