Vamos apoiar a Revogação do Acordo Climático de Paris 2015!

Vamos apoiar a Revogação do Acordo Climático de Paris 2015. Entre no site do Senado e votem
Problema ■
O “acordo climático” verificado em Paris e assinado por 175 países, em reunião da ONU, em 22 de abril de 2016, traz sérios problemas à soberania do nosso país. Absurdamente, a Câmara dos Deputados, em 12/07/2016, votou por UNANIMIDADE, que o Brasil deve aderir ao “acordo climático”, sendo um dos primeiros países a se pronunciarem sobre o tema, em caráter de “emergência”. Ressalta-se que: 1 – Dos 175 países, só 19 ratificaram o acordo (0,18% do CO2 global), sendo que EUA, Rússia, China, Índia e UE NÃO IRÃO ASSINAR a ratificação (só fizeram teatro simbólico na ONU)! 2 – Os países que se submeterem, como o Brasil está a fazer, ficarão sujeitos ao que for imposto pela formação da “Agência Ambiental Internacional – ICCC”, ligada à ONU; 3 – A Constituição Brasileira receberá adendos para permitir que a nossa soberania sobre o Estado fique afrouxada; 4 – Caso as metas estipuladas pelo ICCC não sejam alcançadas, estão previstas, conforme relatório Bruntland “A elaboração de um arranjo de aplicações de lei global… enfocando o papel de sanções econômicas, políticas e medidas militares”. (Rel. Bruntland, P-I, item 3).

https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=57224

Ciclonão com Direito à CCM de Rabeta, Por Prof. Dr. Ricardo Felício.

Para os pesquisadores da equipe Climageo que monitoram a ação sinóptica dos APMs (Anticiclones Polares Móveis) que estão a passear pela América do Sul/Estreito de Drake/Península Antártica, estes últimos meses de inverno têm sido promissores, principalmente em elencar mais evidências da Teoria Dinâmica da Escola Francesa, e seus desdobramentos, com passagens sequenciais de APMs que derrubaram as temperaturas fortemente, além de desencadearem processos de ciclogênese muito próximos da costa Leste da América do Sul.

Recentemente, próximo da última Lua Cheia, em 21 de agosto de 2016, tivemos o mar invadindo a orla de Santos, litoral do estado de São Paulo, onde a água adentrou pelos canais, tomou garagens de edifícios e destruiu a amurada da avenida da praia em frente à entrada do porto, diga-se de passagem, mais uma vez (Figs.01 a 03 e vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=htQSStSy7n8&feature=youtu.be). Isto já aconteceu diversas vezes, como em 2005, 2009 e 2013, só para lembrar as mais recentes (Figs.04 a 06).

ciclone

Fig.01: Fotografia da água do mar invadindo orla costeira do município de Santos – SP, em 21 de agosto de 2016 (Fonte: A Tribuna, Cláudio Vitor Vaz, 2016).

ciclone1

Fig.02: Fotografia da praia de Santos – SP. Os ventos fortes, indicados pelas folhas das árvores, sopram do mar para o continente, o que reforça o fluxo de água do mar em sentido à orla da praia, em 21 de agosto de 2016 *PS: compare com a Fig.05  (Fonte: A Tribuna, Cláudio Vitor Vaz, 2016).

ciclone2

Fig.03: Fotografia da praia de Santos, onde uma embarcação derivou em sentido à mureta de proteção da entrada do canal do porto, em 21 de agosto de 2016 (Fonte: A Tribuna, Tânia Angelotti, 2016).

ciclone3

Fig.04: Fotografia da praia de Santos – SP, em situação semelhante a atual, mostrando que o fenômeno é recorrente na orla do município. Neste caso, em 09 de maio de 2005 (Fonte: acervo pessoal de aulas).

ciclone4

Fig.05: Fotografia da praia de Santos – SP, na mesma ocorrência de 09 de maio de 2005, na orla do município (Fonte: acervo pessoal de aulas).

ciclone5

Fig.06: Fotografia da praia de Santos – SP, na mesma ocorrência de 09 de maio de 2005, na orla do município (Fonte: acervo pessoal de aulas).

Não, não! Lamento, mas isto não é evidência do tolo “aquecimento global” e muito menos de que o “mar está a subir”. Trata-se de um efeito combinado da presença proximal de um ciclone extratropical – CET, que se originou pelo súbito deslocamento de um APM. O centro de baixa pressão, primeiramente alivia, mesmo que suavemente, o peso da atmosfera sobre o local. Isto facilita a sua elevação. Alia-se a isto o vetor dos ventos intensos que estão à soprar na retaguarda do CET, que no caso da costa Sul e Sudeste do Brasil serão do mar para o continente, concentrando as águas sobre as praias. Soma-se a esta “poção”, a ação das marés altas que ocorrem na Lua Cheia e Nova e assim, teremos a combinação de todos os fatores, gerando um sinal positivo, para que o mar “invada o continente”. Ação semelhante também foi e continua sendo vista na orla do Rio de Janeiro, principalmente nas áreas de aterro, que antigamente eram mar. Este fenômeno já é velho conhecido dos cariocas, como bem ilustra a Profª. Drª. Onça, ao evocar as sábias palavras do eterno “Maluco Beleza”, Raul Seixas, quando seu automóvel Dodge foi abalroado por uma onda da “ressaca”, em um dia típico de pós-passagem de um ciclone extratropical (https://www.youtube.com/watch?v=Z8WvET6pJOM). Isto aconteceu no passado, acontece hoje em dia e acontecerá sempre no futuro, então, novidade? Nenhuma!

Da mesma forma, o Prof. Dr. Castro e eu, em 2013, mapeamos alguns eventos na costa Oeste da América do Sul e lá encontramos a mesma situação, com passagem de APM sobre o oceano Pacífico, com fase de Lua Cheia ou Nova, formação madura de CET proximal ao continente, só que com ventos de vante, de Oeste para Leste, que criaram enorme acúmulo de água sobre a costa de Chile, atingindo principalmente a cidade de Viña del Mar, famosa pelos seus festivais de música, além de Valparaíso, uma das principais cidades costeiras do país. Entre vários casos elencados, destacamos os ocorridos no dia de 27 de maio de 2013 e entre os dias 04 a 08 de julho do mesmo ano (Figs. 07 a 09).

ciclone6

Fig.07: Recorte de imagem do satélite GOES-12, canal infravermelho, dia 27, as 21Z (17h em Chile e 18h em Brasília, Brasil) exibindo um grande ciclone extratropical na fase C, madura, na costa Oeste de Chile. As proporções do sistema atingiram o interior do cone Sul da América do Sul, causando totais pluviométricos elevados. A seta azul indica a circulação dos ventos (Fonte: DSA, 2013).

ciclone7

Fig.08: Fotografia do acesso à ponte inundado pela maré alta da praia de Reñaca, em Viña del Mar, logo após o período mais elevado do nível do mar, em 05 de julho de 2013 (Fonte: LA TERCERA, 2013).

ciclone8

Fig.09: Fotografia da avenida da praia de Reñaca, em Viña del Mar, que apresentou pontos de alagamento, os quais atingiram alguns edifícios, em 05 de julho de 2013 (Fonte: LA TERCERA, 2013).

O que mudaria de Oeste para Leste da América do Sul? Em geral, aqui do nosso lado, raramente temos o CET em fase madura (ou fase C, segundo a classificação de Streten e Troup, 1973) sobre o continente. Comumente, tal maturação ocorre na parte Sul do oceano Atlântico, o que já é suficiente, dependendo de seu tamanho e intensidade, para realizar os estragos costumeiros, precisamente sobre a costa dos estados do Sul do Brasil. Quando tal maturação ocorre bem sobre a costa, por se tratar de um fenômeno de pelo menos 1500km de extensão, o setor mais intenso dos ventos atinge esta interface entre oceano e continente, estendendo-se os problemas. No caso, podem ainda se combinar com os fenômenos secundários de meso-escala da brisa terra-mar (aumentando em um sentido e diminuindo em outro). O que vimos, no dia 13 de setembro de 2016, foi exatamente esta situação (Figs.10 e 11).

ciclone9

Fig.10: Mosaico estendido das imagens do satélite GOES-13 e Meteosat-10, composição colorida, dia 13, as 21Z (18h em Brasília, Brasil) exibindo um grande ciclone extratropical na fase C, madura, na costa Sudeste da América do Sul, com centro de baixa pressão atmosférico próximo do Uruguai, e banda de nebulosidade espiral sobre os estados de Sta. Catarina, Paraná e Sul de São Paulo, os quais foram atingidos por fortes ventos (Fonte: DSA, 2016).

ciclone-10

Fig.11: Mosaico estendido das imagens do satélite GOES-13 e Meteosat-10, canal infravermelho, dia 13, as 21Z (18h em Brasília, Brasil) exibindo o mesmo ciclone extratropical na fase C, madura (Fonte: DSA, 2016).

Os ventos da escala sinóptica são circundantes ao centro de baixa pressão atmosférica em superfície, que para o hemisfério Sul, giram no sentido horário. Assim sendo, na disposição geográfica em que se encontrou o CET, tivemos várias ventanias por todo o interior do estado de São Paulo até a costa, atingindo os municípios de Ubatuba e Caraguatatuba, primeiramente no sentido terra-mar, com leve calmaria após algumas horas e posteriormente, mais ao Sul do estado de São Paulo, chegando até o município de Santos e Guarujá, com ventos no sentido oposto, do mar para a terra. O alerta de novas “ressacas”, emitido terça-feira, dia 13, pelo Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas – NPH da Universidade Santa Cecília, em parceria com a Defesa Civil do município de Santos, e que será mantido até o dia 15 de setembro de 2016, quinta-feira, é de fato bastante relevante, além de ser extremamente prudente, pois novamente estamos chegando a outra combinação perigosa, com Lua quase na fase Cheia (marés já mais altas), CET maturado/dissipando bem na área costeira e a combinação dos ventos de retaguarda do sistema (Figs. 12 e 13).

ciclone-11

Fig.12: Imagem do satélite GOES-13, recorte América do Sul, composição colorida, dia 13, as 21Z (18h em Brasília, Brasil) exibindo com mais detalhes o grande ciclone extratropical na fase C, madura, na costa Sudeste da América do Sul (Fonte: DSA, 2016).

ciclone-12

Fig.13: Imagem do satélite GOES-13, recorte América do Sul, canal infravermelho, dia 13, as 21Z (18h em Brasília, Brasil) detalhando por este canal, o ciclone extratropical na costa Sudeste da América do Sul (Fonte: DSA, 2016).

Para encerrar esta singela avaliação, houve mais uma curiosidade atrelada à este CET. Avaliando-se a sua nebulosidade, através da imagem de satélite geoestacionário da série GOES, percebeu-se no final da banda nebulosa do CET, um sistema de meso-escala denominado de Complexo Convectivo de Meso-escala – CCM. Este sistema é composto por uma ou mais super-células de trovoadas, as conhecidas e temíveis nuvens Cumulonimbus – Cb. Em linhas bem gerais, o CCM difere de uma Linha de Instabilidade – LI, não só pela forma de deslocamento, mas pela apresentação visual e sua formação globular, onde as células de trovoadas permanecem agrupadas, podendo, especificamente, participar do processo de realimentação da formação da célula seguinte. Embaixo destas super-células, preparem-se para o caos. Não vou seguir aqui a linha do catastrofismo de nossos “colegas” aquecimentistas. Vou ser apenas realista. Tais sistemas são os fomentadores das maiores frentes de rajada (gust fronts, ou ventos fortes de superfície), com formação de nuvens rolo, tesouras de vento (windshears), além da alta probabilidade de ocorrências de micro-explosões (microbusters), nuvens funil, com tornados e trombas d’água. Estes fenômenos não são raros e podem ser observados no interior do Brasil, principalmente na faixa que vai do Mato Grosso do Sul, passando pelo interior de São Paulo, Paraná, e as vezes, até mais ao Sul. No caso do dia 13 de setembro de 2016, observou-se o CCM deslocando-se pelo Norte do Paraná, na rabeta do Ciclonão (Figs.14A e B).

ciclone-13 ciclone-14

Figs.14A e B: Recortes de imagens do satélite GOES-13, setor regional Sul do Brasil, dia 13, as 21Z (18h em Brasília, Brasil). Esq. (A) composição colorida e Dir. (B) canal infravermelho. Note o CCM sobre o Norte do estado do Paraná que ocasionou pancadas de chuva e ventos intensos por onde se deslocou (Fonte: DSA, 2016).

 

Prof. Dr. Ricardo Augusto Felício

NÃO HAVERÁ MAIS LA NIÑA ?! Por Luiz Carlos Molion

Segundo os dados do Climate Prediction Center (CPC), atualmente o Pacífico está neutro. A previsão de consenso dos pesquisadores do CPC e do International Research Institute for Climate and Society (IRI) é que a chance de um La Niña se estabelecer a partir de agosto-outubro de 2016 é pequena. A previsão de consenso IRI/CPC é haja 55% de probabilidade que o Pacífico volte à neutralidade (Fig.1). Essa “previsão de consenso” é feita por modelos numéricos que  sabidamente não representam adequadamente os processos físicos que controlam o clima global e, portanto, suas previsões são altamente limitadas, tendo enormes chances de serem erradas.

la-nina-1

Figura 1. Previsão de El Niño-Oscilação Sul (ENSO, em Inglês) para a Região 3.4 do Pacífico até abril-junho de 2017. Barras: azul (La Niña), vermelha (El Niño) e verde (Neutro). Observe que a barra verde fica acima dos 55% (eixo vertical à esquerda) a partir de setembro-novembro de 2016.

la-nina-2

Figura 2. “Pluma” das previsões do ENSO Região 3.4. São 17 modelos dinâmicos e 8 modelos estatísticos. O início é julho 2016 (OBS). Note que cada modelo dá resultados diferentes. O do SCRIPPS (linha azul claro com quadrados) prevê um La Niña semelhante ao de 1998-1999.

Veja, na Fig.2, o gráfico das previsões mais recentes. Observe que, a partir da data em que as previsões foram feitas (ponto preto=OBS), cada modelo (listados na lateral direita) resulta em previsão diferente, formando o que é chamado de “espaguete”. Por exemplo, o modelo do SCRIPPS (linha azul claro com quadrados) prevê um La Niña semelhante ao de 1998-1999 mostrado na Fig.3 que usa os dados de anomalias de temperatura da Região Niño 3.4 do próprio CPC.

la-nina-3

Figura 3. Comparação anomalias de temperatura (ATSM) dos El Niños de 1997-98 com as do 2015-16 para a Região 3.4. O eixo horizontal é o número de semanas desde janeiro de cada período e, o vertical, as ATSM. Observe que as ATSM de 2015-16 praticamente se superpõem às de 1997-98.

 

Após junho de 1998, as ATSM persistiram negativas até janeiro de 2002 e o autor continua apostando que o La Niña vai ser semelhante ao de 1998-2001 e que pode persistir até 2019. Nos meses de setembro-outubro, as águas do Pacífico tendem a se aquecer e ter anomalias negativas menores porque o Sol está em cima dessa região. Porém, as águas sub-superficiais estão frias até cerca de 200 metros de profundidade em praticamente todo o Pacífico e a convecção (formação de nuvens e chuva) está começando a se estabelecer na Indonésia no período de outubro-novembro. Essa última situação deve provocar o abaixamento da pressão atmosférica na região da Indonésia durante esse período e acelerar os Ventos de Leste que, por sua vez, vão aumentar a ressurgência de águas frias no Pacífico Leste e Central, mantendo o La Niña após abril-maio de 2017.

Portanto, é necessário ter precaução com as afirmações que aparecem na mídia que “não há mais La Niña”, como foi veiculado pelo Canal Rural no dia 09/09/2016 (ver https://tempo.canalrural.com.br/noticias/2016-09-09/nao-havera-mais-la-nina). Em adição, a afirmação que aparece nessa notícia que “[A] atmosfera não se prende a rótulos. Seja fenômeno La Niña fraco, com desvio de -0,5°C, ou neutralidade com viés negativo de -0,4°C, -0,3°C, o padrão atmosférico seguirá o mesmo definido há alguns meses”, não encontra respaldo nos dados históricos de anomalias de climáticas. O conhecimento atual sugere que exista um atraso (“lag”) de 3 a 6 meses nas respostas dos outros oceanos ao processo El Niño/La Niña, dependendo de sua localização. A atmosfera é aquecida por baixo, ar em contato com a superfície, que é dominada essencialmente por oceanos (71%) na Terra. Se as TSM mudam em resposta ao processo El Niño/La Niña, o padrão atmosférico e o clima são forçados, pelos oceanos, a mudar. O Oceano Atlântico é a grande fonte de umidade para as chuvas do Brasil e os dados de agosto mostram que ele ainda está com anomalias de TSM positivas, o que sugere que o ano hidrológico 2016-2017, particularmente em seu início, será mais chuvoso que anos anteriores, embora os totais possam, ainda, ficar 10% a 20% abaixo da média dos últimos 70 anos em algumas áreas do país. Alerta-se o leitor para tomar cuidados com as notícias baseadas em resultados de modelos previsão pois, sejam eles dinâmicos ou estatísticos, geralmente erram!

 

Luiz Carlos Baldicero Molion é PhD em Meteorologia e pesquisador aposentado do INPE/MCTI e professor aposentado da UFAL/MEC.

Parece brincadeira! Aquecimento BOBAL e o apocalipse zumbi!

Até que ponto esse povo aquecimentista está disposto a ir?

Olhe essa matéria!

“Apocalipse zumbi” espalha surto de superbactéria pela Sibéria

Parece The Walking Dead, mas é a vida real: autoridades declararam estado de emergência e especialistas recomendam o monitoramento de cemitérios.

The Walking Dead

“Olhem a foto! Mas calma, o melhor vem agora!”

A Sibéria está lidando com um apocalipse zumbi da vida real – e a culpa é do aquecimento global. Um surto de antraz, uma bactéria rara que infecta animais e seres humanos, apareceu na região de Yamal-Nenets depois que a temperatura neste verão ficou mais de 5ºC acima do normal.

Pois, é! Falar o que?

Caso não acreditem, olhem o link abaixo!

http://super.abril.com.br/ciencia/apocalipse-zumbi-espalha-surto-de-superbacteria-pela-siberia

A farsa do aquecimento global antropogênico.

A farsa do aquecimento BOBAL!

Vamos entender um pouco da absorção da radiação atmosférica.

Na foto abaixo, vemos uma parte da distribuição de parte da radiação da faixa UV (ultravioleta) até a IV (infravermelho).

Notemos que parte assinalada com o número 1, é a faixa onde domina a radiação UV e como era de se esperar, a radiação UV é absorvida pelas moléculas de O2 e O3 (Ozônio), onde a radiação UV é dividida em três bandas, UV A, UV B e UV C. A UV C, é totalmente absorvida pelo O2 atmosférico, onde é consumida e quebra a molécula de O2 em Oxigênio atômico mais radiação IV, assim o O2 consome toda a radiação UV C que é incidente em nossa atmosfera, ainda bem, pois ela é a mais penetrante (energética). Uma ínfima parte desse Oxigênio atômico, se junta com a molécula de O2, formando o Ozônio O3 e esta absorve e consome e não filtra, como diz os livros didáticos, parte da radiação UV B, onde a molécula de O3 se quebra formando O2 + Oxigênio atômico + radiação IV, assim, somente uma pequena parte da radiação UV B chega até nós, graças ao O2 e O3. Já a radiação UV A, ela é pouca absorvida e chega até nós com maior intensidade, assim, quando a TV fala de níveis de radiação UV, ela está falando da UV A!

Na figura, o número 2, representa a luz visível e a atmosfera é praticamente transparente a ela.

O número 3, representa a radiação IV, onde podemos notar que a grande parte da absorção dessa radiação, é feita pelo vapor d´água, que é o elemento de maior variabilidade atmosférica, assim, restando somente uma pequena parte para ser absorvida pela CO2, Além do que, a concentração de vapor d´água na atmosfera, pode chegar a 4% e a de CO2 0,035%.
Como a molécula da água é muito mais absorvente do que a CO2, como pode o CO2 controlar o clima? Outro erro absurdo, é o tal efeito estufa na atmosfera, que é uma impossibilidade Física, pois se dizem que o CO2 reflete a radiação IV que a Terra emite, porque ele não reflete a que o Sol emite? Se fosse assim, a Terra deveria esfriar e não aquecer!

Outro motivo, o CO2 possuí um calor específico mássico menor do que a atmosfera padrão, assim, inserindo mais CO2 na atmosfera, diminuiria a capacidade térmica da atmosfera, que é a capacidade de reter calor, com isso, a atmosfera perderia calor e não reteria.

Não está satisfeito ainda? Vou citar mais uma! Para a absorção de radiação, alguns fatores são importantes e alguns deles são:
Tamanho da molécula, densidade, massa específica, temperatura, pressão dentre outros, A molécula de CO2, só possui uma absorvidade eficiente, quando a temperatura está na casa dos 4 ºC, assim, até chegar a essa temperatura, a molécula da água já absorveu a maior parte da radiação IV.
A maior parte da absorção da radiação solar em comprimentos de onda do intervalo infravermelho deve-se ao vapor d’água e ocorre na troposfera, onde a maior parte do vapor d’água está localizado. Esta parte da absorção apresenta grande variabilidade devido à distribuição do vapor d’água.

Esses são somente alguns dos argumentos que eu falo que não existe aquecimento BOBAL antropogênico!

Alguns mitos sobre a energia nuclear.

A energia nuclear é a mais eficiente e estável fonte que a tecnologia já conseguiu utilizar e eu propriamente acredito que não há outra mais eficiente, pois a própria natureza que possui bilhões de anos de experiência, usa a fusão nuclear nas estrelas para gerar energia, criar átomos e novos sistemas solares, galáxias e até novos universos. Hoje utilizamos a fissão nuclear de elementos como o Urânio e o Tório, para gerar energia, onde no caso do Urânio, utilizamos a colisão de um Nêutron em um núcleo de átomo de Urânio 235, formando um elemento U236, que é instável e se quebra em algumas possibilidades de átomos, mais dois ou três Nêutrons, mais energia. A principal energia gerada está na frequência da radiação gama (raios gama).

Sou um dos que levanta a bandeira da utilização da energia nuclear para geração, por ser a mais estável, a longo prazo menores custos, gera 25 milhões de vezes mais energia que o petróleo (Isso falando de fissão, pois se o papo for fusão os números aumentam exponencialmente) e possuí uma fácil logística de instalação em nosso país. Mas, existe um grande mito de que essa usina é extremamente perigosa e essa onda ambientalista que se faz inclusive os loucos do Greenpeace, pois além da patifaria do ABA (aquecimento BOBAL antropogênico), existe a falta de informações e principalmente a total falta de conhecimento sobre FÍSICA, pois normalmente quem não escolhe o caminho de cursar Física ou Engenharia Nuclear, passa totalmente despercebido pela matéria, além do que, o currículo do ensino méRdio em Física é péssimo, muito defasado (Conceitos do início do séc 20 e muito mal e porcamente abordado), professores que na licenciatura não possuem uma base de nuclear aceitável e cá entre nós, qual a porcentagem de pessoas que se formaram no ensino médio, com uma média superior a 7 em Física? Qual é a porcentagem que se formou no ensino médio e ainda lembra algo sobre Física se não usa? É por essas e outras que se acredita no ABA e quanto mais em um assunto complexo como nuclear. Tentarei ser o mais simples possível.

O primeiro erro está na diferença entre irradiação e contaminação! Isso mesmo! Nas notícias dadas pela imprensa, diz que houve acidente com um material radioativo e a primeira coisa de que se é notícia é “área está contaminada”, “durante 500 anos não haverá vida naquela região!”, “a zona do desastre não poderá ser habitada por 330 anos.” , “pessoas deixam suas vidas para trás” etc. Então vamos entender primeiro. O que ocorre com em um acidente com um material radioativo? Só duas coisas podem acontecer, ou o material irá irradiar ou irá contaminar, que são duas coisas totalmente diferentes!

No caso da IRRADIAÇÃO: O combustível usado nas usinas, pelo menos do Brasil, é o óxido de urânio (UO2), utilizando urânio enriquecido de 10 a 25% normalmente, isso quer dizer que usina nuclear não é bomba nuclear (enriquecimento acima de 90%) e não irá ter explosão nuclear. O combustível é armazenado em varetas, onde se bombardeia o U235 (Urânio radioativo) com um nêutron, formando um átomo instável de U236 e que se quebra em dois menores (Não existe uma configuração básica para essa quebra), liberando de 2 a 3 nêutrons, mais alguns tipos de radiação, mas a principal está na frequência da radiação gama, que é uma radiação ionizante de alta energia e de natureza fotônica e eletromagnética.

Assim, como sabemos, a radiação gama é extremamente perigosa, já que a sua natureza ionizante pode arrancar elétrons das moléculas e excitar núcleos atômicos e podendo até romper moléculas, assim, se essa modificação ocorrer em uma célula, pode provocar alteração que evoluam para câncer, desativação das funções da célula e mutações genéticas. Mas, como a radiação gama, apesar de ser extremamente energética, ela não está sujeita a diferenciações nas leis da Física, assim, tomemos por exemplo uma lâmpada acesa, a medida que se afastamos dela, a sua intensidade vai diminuindo, diminuindo até que vire um pontinho e até que não se veja mais.

Ela obedece a equação abaixo:

I = I(1m) / d²

Onde I é a intensidade de energia da onda a qualquer distância, I(1m) é a intensidade de energia a um metro e d é a distância da fonte emissora. Assim, se dobrarmos a distância da fonte emissora de uma onda eletromagnética, sua intensidade é quatro vezes menor, se triplicarmos essa distância, sua intensidade é nove vezes menor e assim por diante. Ou seja, se isso vale para uma onda de luz, vale também para a radiação gama, pois se tratam de ondas de mesma natureza!

O correto é, quando há vazamento de radiação, mas não de material radioativo, coloca-se uma área de segurança entre o ponto de vazamento, até que a radiação seja segura e caia aos níveis próximos aos naturais, chamada radiação de fundo e assim, essa área de segurança é para não sofrer os efeitos radioativos da exposição a radiação ionizante.

Outro mito é que a exposição a radiação é que a pessoa irá sair contaminando a todos os que tocam, quase como aqueles filmes em que a pessoa fica com um brilho verde! A verdade é que alguma pessoa já saiu contaminando alguém após ser exposto ao raio x? Claro que não! Pois chamar de raio é mais bonitinho do que chamar de radiação x (parece coisa de X-Men), mas uma pessoa já contaminou alguém depois de exposição a luz solar visível? Claro que não! Então, como podemos contaminar alguém se a radiação gama possuí a mesma natureza do raio x e da luz solar no espectro visível? Simplesmente não se pode! NÃO SE ARMAZENA RADIAÇÃO, ou se sofre o efeito ou não! Caso se afaste da exposição acabou o problema e não se vira um homem radioativo. A diferença entre luz visível, raio x e raio gama (radiação gama) é somente a frequência, no que implica em seu comprimento de onda e sua energia, mas TODAS seguem as mesmas leis.

Outra mentira são as nuvens radioativas! Se a intensidade diminuí com o quadrado da distância, será que um vazamento no Japão atinge a Europa e os EUA? CLARO QUE NÃO! Não existe isso de nuvem radioativa!

Contaminação: Só se ocorre contaminação quando o material radioativo fica exposto no meio ambiente, ou seja, quando há vazamento do material radioativo e não da radiação. Nesse caso, aí sim quem foi contaminado, levam consigo parte do material radioativo e aí sim deve deixar o material contaminado para ser contido e a pessoa ou o material sofrer a descontaminação, totalmente diferente da irradiação.

Agora as usinas:

CHERNOBYL: O acidente de Chernobyl aconteceu em uma manobra de testes em um gerador, onde ocorreu um erro na circulação de água de resfriamento primário do reator, após gerar muito vapor e possivelmente até a dissociação da molécula de água em hidrogênio e oxigênio, mais um calor intenso, o resultado foi uma explosão! Ou seja, o acidente foi mais uma “caldeira” explodindo, que vazou parte do combustível nuclear.

Não sei como está agora, mas se o combustível vazado (Urânio) que continuará emitindo radiação gama por aproximadamente 7,0 x 10^8 anos (U235), mas se o material for contido e a zona for descontaminada, poderá ser apropriada a vida novamente.

A própria natureza nos dá a fórmula para conter a radiação gama, uma delas é o chumbo, pois é último estágio do decaimento nuclear do urânio e a outra é a água, que é reage com a radiação gama se ionizando e assim contendo a radiação. Outra forma de conter que está naturalmente disponível é através do silício e do ouro, que possuem propriedades refratárias e reflexivas dessa radiação.

Ou seja, se o material dentro do reator já está contido e caso tenha uma pequena parte escapado, é bem provável que a natureza já tenha se ocupado de conter essa radiação, pois pela chuva temos a água e na crosta terrestre o que mais tem é sílica, além da sílica presente no cimento, é bem provável que essa radiação já esteja contida. Caso me oferecessem uma casa e um salário para repovoar Chernobyl, eu iria!

Já existem vários animais vivendo na região!

Fukushima: O terremoto de Fukushima (que os japoneses chamam Tohoku) atingiu 9,0 na Escala Richter e foi um dos mais quatro ou cinco mais fortes já registrados. Para que tenham uma ideia, causou efeitos geofísicos quase inimagináveis: a ilha de Honshu foi movida 2,5 m para leste, o que obrigou a uma recalibragem de toda a rede GPS (algumas estações registraram uma variação de até 4 m); a inclinação do eixo da Terra e a duração do dia foram afetadas de forma mensurável pelos abalos provenientes dele. O litoral da região teve a sua cota topográfica reduzida em mais de 0,5 m, ao longo de centenas de quilômetros, em questão de minutos (e tem gente preocupada com 0,2 m de elevação do nível do mar em 120 anos, do que se trata de outra mentira e falsa ciência dos aquecimentistas).

Não há estruturas construídas pelo homem capazes de sair incólumes de um choque dessa magnitude (com 9,8 Richter, qualquer rocha conhecida vira farelo; a escala é logarítimica) e, a propósito, a usina de Fukushima Daiichi até conseguiu sobreviver ao terremoto, mas o problema foi a tsunami de 15 m que a alagou (há vídeos na internet, impressionantes) e “apagou” os geradores diesel do sistema reserva de refrigeração do reator, causando a sequência de problemas que resultou no derretimento parcial do seu núcleo e as suas consequências. E, convenhamos, foi muito azar, pois aquele reator seria desativado em poucos meses e substituído por um modelo de última geração da Hitachi-Toshiba, intrinsecamente seguro, que se autodesliga em casos assim. (Contribuição Geraldo Lino.)

Ou seja, meus caros amigos, o problema da energia nuclear é a falta de conhecimento técnico e informações que são falsas, dadas por alarmistas, pessoas sem conhecimento, ambientalistas inescrupulosos, uma imprensa tendenciosa (além do que, eu duvido que o repórter ou o redator consulte um especialista).

Por Dr Thiago Maia

GÊNESE DO EL NIÑO – Por Luiz Carlos Molion

El Niño-Oscilação Sul (ENOS) é um processo geofísico que ocorre no Oceano Pacífico Tropical e é um exemplo admirável de interação oceano-atmosfera que interfere no clima global e regional. É constituído de dois componentes, o oceânico, denominado El Niño (EN) propriamente dito, e o atmosférico, a Oscilação Sul (OS). O EN é caracterizado por anomalias positivas da temperatura da superfície do mar (TSM), ou seja, águas mais quentes que as normais se estabelecem no Oceano Pacífico Tropical Centro-Oriental, próximo à costa oeste da América do Sul. Quando as anomalias de TSM são negativas, dá-se o nome de La Niña à fase fria do EN. A OS é a variação zonal da pressão atmosférica ao nível do mar (PNM) sobre o Pacífico Tropical, medida tradicionalmente em dois centros, Tahiti (Polinésia, Pacífico Oriental) e Darwin (Austrália, Pacífico Ocidental) e é quantificada por sua diferença padronizada entre esses dois centros com que se define o Índice da Oscilação Sul (IOS). Em geral, índices negativos, em que a PNM é mais baixa no Pacífico Centro-Oriental que no Pacífico Ocidental, coincidem com eventos El Niños, enquanto índices positivos, em que as diferenças de PNM são contrárias, correspondem a eventos La Niñas. Essa coincidência ocorre em cerca de 65% dos eventos. Eventos El Niño fortes aumentam a temperatura da baixa troposfera global, pois injetam grandes quantidades de calor sensível e calor latente na atmosfera tropical como foi constatado em eventos recentes. Por exemplo, no El Niño de 1997/98, a temperatura global registrou um desvio positivo de +0.74°C em abril de 1998 e, no de 2015/16, a temperatura global de fevereiro de 2016 atingiu a marca de +0,83°C acima da média (dados do Microwave Sounding Unit -MSU). No Brasil, é aceito que, de maneira geral, se têm secas nas Regiões Norte e Nordeste e excesso de chuva nas Regiões Sul e Sudeste em eventos El Niño, ao passo ocorre o contrário em eventos La Niña.

Acredita-se que os impactos do processo geofísico sejam conhecidos, porém sua origem ainda não está bem estabelecida. A hipótese mais aceita é que o Pacífico Tropical, dada sua extensão, tenha uma frequência natural de oscilação resultante da interação entre os campos de PNM, e ventos associados, e as águas do oceano. Devido às PNM altas na costa oeste da América do Sul, os ventos Alísios sopram forte de Leste para Oeste, arrastam as águas que se aquecem nesse trajeto e se acumulam na região Austrália/Indonésia, formando a chamada “piscina de água quente do Pacífico Ocidental”, associada às PNM mais baixas.  Na costa oeste da América do Sul, essa retirada das águas superficiais provoca ressurgência de águas frias, ou seja, águas profundas sobem à superfície para repor as que estão sendo arrastadas, fazendo que essa região apresente TSM cerca de 10°C mais frias que as do Pacífico Ocidental e apresente PNM mais altas. A diferença de PNM entre o Leste e o Oeste é responsável pela persistência dos ventos Alísios. As águas, ao se acumularem no Oeste, empurram as camadas inferiores do oceano local para baixo, um efeito semelhante a comprimir uma mola. Como água é um fluido incompressível, eventualmente as camadas inferiores do oceano (termoclina) reagem com um movimento brusco para cima e expulsam as águas superficiais mais quentes. Isso dá origem a uma onda interna sub-superficial no oceano, de cerca de 100 metros de espessura, denominada Onda de Kelvin, que se propaga da Austrália/Indonésia em direção à costa do Equador/Peru, levando cerca de três meses para cruzar o Oceano Pacífico. O calor transportado pela Onda de Kelvin aquece as águas da costa do Equador/Peru. As águas superficiais aquecidas abaixam as PNM, reduzem, ou até invertem, a diferença de PNM entre o Leste e o Oeste, enfraquecendo ou invertendo os Alísios, o que faz cessar a ressurgência e aumentar ainda mais as TSM. Tem-se, então, um El Niño instalado, que poderá persistir por 6 a 18 meses. Na retaguarda da Onda de Kelvin, encontram-se águas mais frias e esse déficit de calor também é transportado para Leste e, quando chega, dissipa o El Niño, dando origem a sua fase fria, o La Niña. As águas frias, agora presentes, fazem a PNM aumentar no Leste do Pacífico e novamente a diferença de PNM entre o Leste e o Oeste do Pacífico aumenta e intensifica os Alísios, restabelecendo a ressurgência e fazendo com que as águas fiquem mais frias na costa oeste da América do Sul e sejam empurradas para Oeste. O processo geofísico, como um todo, se repete, semelhante a uma imensa “gangorra oceânica”, oscilando Leste-Oeste durante 6 a 7 anos até que a viscosidade restabeleça a neutralidade das TSM.

Como foi dito, não se tem conhecimento adequado sobre as causas físicas da gênese do processo ENOS. É realmente uma oscilação natural ou há necessidade de uma força externa para que o processo se inicie? Se for uma força externa, uma possível candidata seria a força gravitacional lunar sabidamente responsável pelas marés. O Ciclo Nodal Lunar define a variação da inclinação do plano da órbita da Lua em relação à superfície terrestre. Como esse plano é inclinado com relação ao equador, a Lua passa, relativamente falando, 14 dias no Hemisfério Norte e 14 dias no Hemisfério Sul durante o ciclo de 28 dias de suas fases. A inclinação ou declinação do plano orbital, porém, não é “fixa”. Ela varia de sua posição máxima de 28,6°N a 28,6°S de latitude para a mínima de 18,4°N a 18,4°S de latitude num intervalo de 9,3 anos e retorna para a posição máxima em mais 9,3 anos, totalizando um ciclo de 18,6 anos. Em um intervalo de aproximadamente 10 anos, o plano da órbita lunar se situa fora dos trópicos, ou seja, sua declinação é maior que 23,5° (latitude dos Trópicos do Câncer e Capricórnio). Nessas circunstâncias (declinação entre 23,5° e 28,6° de latitude), o componente da força gravitacional lunar é maior na direção equador-polo e acelera as correntes marinhas, particularmente a do Golfo (América do Norte) e a de Kuroshio (Japão), transportando mais calor da região tropical para as latitudes mais elevadas. Isso faz com que as águas do Pacífico Norte e do Atlântico Norte fiquem mais aquecidas que o normal e torne o clima dos países banhados por elas, como a costa oriental da Ásia, América do Norte, Europa Ocidental, Inglaterra e Escandinávia, mais ameno e úmido.  O plano da órbita lunar se situa dentro da região tropical (declinação entre 18,4° e 23,5°) durante cerca de 9 anos e o componente de sua força gravitacional é maior na direção Leste-Oeste. A exportação de calor para fora dos trópicos é reduzida, mais calor é retido e redistribuído zonalmente dentro dos trópicos. Ao invés da oscilação natural, a força gravitacional da Lua é que empurraria e empilharia inicialmente as águas no Pacífico Ocidental. Daí por diante, o estabelecimento do evento El Niño seguiria a hipótese acima, ou seja, as camadas mais profundas do Pacífico Ocidental comprimidas respondem bruscamente e disparam a Onda de Kelvin que transporta o calor para o Pacífico Oriental. Na Figura anexa, mostra-se a estranha coincidência de eventos El Niño intensos, como os de 1941/42, 1957/58, 1977/79, 1997/98 e 2015/16, terem ocorrido quando a declinação do plano da órbita lunar se situou dentro dos trópicos, ou seja, entre o Ponto Médio #2 e o Ponto Médio#1, passando pelo mínimo lunar. Notem que os eventos são espaçados de 19 anos (ver Tabela). Se isso não for coincidência, é possível prever a ocorrência de futuros eventos El Niño fortes. Os eventos intermediários, como os de 1982/83 e 1986/87, podem estar associados ao Ciclo das Apsides Lunares (8,85 anos) e/ou seu submúltiplo (4,4 anos), ou ainda, serem resultantes da oscilação Leste-Oeste da termoclina que, em conjunto com a interação oceano-atmosfera atuando nos campos de PNM e de ventos, forçam as TSM do Pacífico Tropical a retornarem ao estado de neutralidade. Chama-se a atenção, também, para a coincidência de o Atlântico Norte ter começado a se resfriar a partir de 2006/2007, ano em que o plano da órbita lunar atingiu sua declinação máxima (28,6°). Em resumo, a Lua pode interferir no clima regional indiretamente por meio de sua ação gravitacional ao modificar, em primeiro lugar, a velocidade das correntes marinhas e o transporte de calor meridional e, na sequência, mudar a configuração das TSM, particularmente nos setores norte do Atlântico e do Pacífico que têm suas bacias fechadas. A configuração de TSM modificada por duas décadas muda a atmosfera sobrejacente e o clima.

El niño