Parece brincadeira! Aquecimento BOBAL e o apocalipse zumbi!

Até que ponto esse povo aquecimentista está disposto a ir?

Olhe essa matéria!

“Apocalipse zumbi” espalha surto de superbactéria pela Sibéria

Parece The Walking Dead, mas é a vida real: autoridades declararam estado de emergência e especialistas recomendam o monitoramento de cemitérios.

The Walking Dead

“Olhem a foto! Mas calma, o melhor vem agora!”

A Sibéria está lidando com um apocalipse zumbi da vida real – e a culpa é do aquecimento global. Um surto de antraz, uma bactéria rara que infecta animais e seres humanos, apareceu na região de Yamal-Nenets depois que a temperatura neste verão ficou mais de 5ºC acima do normal.

Pois, é! Falar o que?

Caso não acreditem, olhem o link abaixo!

http://super.abril.com.br/ciencia/apocalipse-zumbi-espalha-surto-de-superbacteria-pela-siberia

A farsa do aquecimento global antropogênico.

A farsa do aquecimento BOBAL!

Vamos entender um pouco da absorção da radiação atmosférica.

Na foto abaixo, vemos uma parte da distribuição de parte da radiação da faixa UV (ultravioleta) até a IV (infravermelho).

Notemos que parte assinalada com o número 1, é a faixa onde domina a radiação UV e como era de se esperar, a radiação UV é absorvida pelas moléculas de O2 e O3 (Ozônio), onde a radiação UV é dividida em três bandas, UV A, UV B e UV C. A UV C, é totalmente absorvida pelo O2 atmosférico, onde é consumida e quebra a molécula de O2 em Oxigênio atômico mais radiação IV, assim o O2 consome toda a radiação UV C que é incidente em nossa atmosfera, ainda bem, pois ela é a mais penetrante (energética). Uma ínfima parte desse Oxigênio atômico, se junta com a molécula de O2, formando o Ozônio O3 e esta absorve e consome e não filtra, como diz os livros didáticos, parte da radiação UV B, onde a molécula de O3 se quebra formando O2 + Oxigênio atômico + radiação IV, assim, somente uma pequena parte da radiação UV B chega até nós, graças ao O2 e O3. Já a radiação UV A, ela é pouca absorvida e chega até nós com maior intensidade, assim, quando a TV fala de níveis de radiação UV, ela está falando da UV A!

Na figura, o número 2, representa a luz visível e a atmosfera é praticamente transparente a ela.

O número 3, representa a radiação IV, onde podemos notar que a grande parte da absorção dessa radiação, é feita pelo vapor d´água, que é o elemento de maior variabilidade atmosférica, assim, restando somente uma pequena parte para ser absorvida pela CO2, Além do que, a concentração de vapor d´água na atmosfera, pode chegar a 4% e a de CO2 0,035%.
Como a molécula da água é muito mais absorvente do que a CO2, como pode o CO2 controlar o clima? Outro erro absurdo, é o tal efeito estufa na atmosfera, que é uma impossibilidade Física, pois se dizem que o CO2 reflete a radiação IV que a Terra emite, porque ele não reflete a que o Sol emite? Se fosse assim, a Terra deveria esfriar e não aquecer!

Outro motivo, o CO2 possuí um calor específico mássico menor do que a atmosfera padrão, assim, inserindo mais CO2 na atmosfera, diminuiria a capacidade térmica da atmosfera, que é a capacidade de reter calor, com isso, a atmosfera perderia calor e não reteria.

Não está satisfeito ainda? Vou citar mais uma! Para a absorção de radiação, alguns fatores são importantes e alguns deles são:
Tamanho da molécula, densidade, massa específica, temperatura, pressão dentre outros, A molécula de CO2, só possui uma absorvidade eficiente, quando a temperatura está na casa dos 4 ºC, assim, até chegar a essa temperatura, a molécula da água já absorveu a maior parte da radiação IV.
A maior parte da absorção da radiação solar em comprimentos de onda do intervalo infravermelho deve-se ao vapor d’água e ocorre na troposfera, onde a maior parte do vapor d’água está localizado. Esta parte da absorção apresenta grande variabilidade devido à distribuição do vapor d’água.

Esses são somente alguns dos argumentos que eu falo que não existe aquecimento BOBAL antropogênico!

Alguns mitos sobre a energia nuclear.

A energia nuclear é a mais eficiente e estável fonte que a tecnologia já conseguiu utilizar e eu propriamente acredito que não há outra mais eficiente, pois a própria natureza que possui bilhões de anos de experiência, usa a fusão nuclear nas estrelas para gerar energia, criar átomos e novos sistemas solares, galáxias e até novos universos. Hoje utilizamos a fissão nuclear de elementos como o Urânio e o Tório, para gerar energia, onde no caso do Urânio, utilizamos a colisão de um Nêutron em um núcleo de átomo de Urânio 235, formando um elemento U236, que é instável e se quebra em algumas possibilidades de átomos, mais dois ou três Nêutrons, mais energia. A principal energia gerada está na frequência da radiação gama (raios gama).

Sou um dos que levanta a bandeira da utilização da energia nuclear para geração, por ser a mais estável, a longo prazo menores custos, gera 25 milhões de vezes mais energia que o petróleo (Isso falando de fissão, pois se o papo for fusão os números aumentam exponencialmente) e possuí uma fácil logística de instalação em nosso país. Mas, existe um grande mito de que essa usina é extremamente perigosa e essa onda ambientalista que se faz inclusive os loucos do Greenpeace, pois além da patifaria do ABA (aquecimento BOBAL antropogênico), existe a falta de informações e principalmente a total falta de conhecimento sobre FÍSICA, pois normalmente quem não escolhe o caminho de cursar Física ou Engenharia Nuclear, passa totalmente despercebido pela matéria, além do que, o currículo do ensino méRdio em Física é péssimo, muito defasado (Conceitos do início do séc 20 e muito mal e porcamente abordado), professores que na licenciatura não possuem uma base de nuclear aceitável e cá entre nós, qual a porcentagem de pessoas que se formaram no ensino médio, com uma média superior a 7 em Física? Qual é a porcentagem que se formou no ensino médio e ainda lembra algo sobre Física se não usa? É por essas e outras que se acredita no ABA e quanto mais em um assunto complexo como nuclear. Tentarei ser o mais simples possível.

O primeiro erro está na diferença entre irradiação e contaminação! Isso mesmo! Nas notícias dadas pela imprensa, diz que houve acidente com um material radioativo e a primeira coisa de que se é notícia é “área está contaminada”, “durante 500 anos não haverá vida naquela região!”, “a zona do desastre não poderá ser habitada por 330 anos.” , “pessoas deixam suas vidas para trás” etc. Então vamos entender primeiro. O que ocorre com em um acidente com um material radioativo? Só duas coisas podem acontecer, ou o material irá irradiar ou irá contaminar, que são duas coisas totalmente diferentes!

No caso da IRRADIAÇÃO: O combustível usado nas usinas, pelo menos do Brasil, é o óxido de urânio (UO2), utilizando urânio enriquecido de 10 a 25% normalmente, isso quer dizer que usina nuclear não é bomba nuclear (enriquecimento acima de 90%) e não irá ter explosão nuclear. O combustível é armazenado em varetas, onde se bombardeia o U235 (Urânio radioativo) com um nêutron, formando um átomo instável de U236 e que se quebra em dois menores (Não existe uma configuração básica para essa quebra), liberando de 2 a 3 nêutrons, mais alguns tipos de radiação, mas a principal está na frequência da radiação gama, que é uma radiação ionizante de alta energia e de natureza fotônica e eletromagnética.

Assim, como sabemos, a radiação gama é extremamente perigosa, já que a sua natureza ionizante pode arrancar elétrons das moléculas e excitar núcleos atômicos e podendo até romper moléculas, assim, se essa modificação ocorrer em uma célula, pode provocar alteração que evoluam para câncer, desativação das funções da célula e mutações genéticas. Mas, como a radiação gama, apesar de ser extremamente energética, ela não está sujeita a diferenciações nas leis da Física, assim, tomemos por exemplo uma lâmpada acesa, a medida que se afastamos dela, a sua intensidade vai diminuindo, diminuindo até que vire um pontinho e até que não se veja mais.

Ela obedece a equação abaixo:

I = I(1m) / d²

Onde I é a intensidade de energia da onda a qualquer distância, I(1m) é a intensidade de energia a um metro e d é a distância da fonte emissora. Assim, se dobrarmos a distância da fonte emissora de uma onda eletromagnética, sua intensidade é quatro vezes menor, se triplicarmos essa distância, sua intensidade é nove vezes menor e assim por diante. Ou seja, se isso vale para uma onda de luz, vale também para a radiação gama, pois se tratam de ondas de mesma natureza!

O correto é, quando há vazamento de radiação, mas não de material radioativo, coloca-se uma área de segurança entre o ponto de vazamento, até que a radiação seja segura e caia aos níveis próximos aos naturais, chamada radiação de fundo e assim, essa área de segurança é para não sofrer os efeitos radioativos da exposição a radiação ionizante.

Outro mito é que a exposição a radiação é que a pessoa irá sair contaminando a todos os que tocam, quase como aqueles filmes em que a pessoa fica com um brilho verde! A verdade é que alguma pessoa já saiu contaminando alguém após ser exposto ao raio x? Claro que não! Pois chamar de raio é mais bonitinho do que chamar de radiação x (parece coisa de X-Men), mas uma pessoa já contaminou alguém depois de exposição a luz solar visível? Claro que não! Então, como podemos contaminar alguém se a radiação gama possuí a mesma natureza do raio x e da luz solar no espectro visível? Simplesmente não se pode! NÃO SE ARMAZENA RADIAÇÃO, ou se sofre o efeito ou não! Caso se afaste da exposição acabou o problema e não se vira um homem radioativo. A diferença entre luz visível, raio x e raio gama (radiação gama) é somente a frequência, no que implica em seu comprimento de onda e sua energia, mas TODAS seguem as mesmas leis.

Outra mentira são as nuvens radioativas! Se a intensidade diminuí com o quadrado da distância, será que um vazamento no Japão atinge a Europa e os EUA? CLARO QUE NÃO! Não existe isso de nuvem radioativa!

Contaminação: Só se ocorre contaminação quando o material radioativo fica exposto no meio ambiente, ou seja, quando há vazamento do material radioativo e não da radiação. Nesse caso, aí sim quem foi contaminado, levam consigo parte do material radioativo e aí sim deve deixar o material contaminado para ser contido e a pessoa ou o material sofrer a descontaminação, totalmente diferente da irradiação.

Agora as usinas:

CHERNOBYL: O acidente de Chernobyl aconteceu em uma manobra de testes em um gerador, onde ocorreu um erro na circulação de água de resfriamento primário do reator, após gerar muito vapor e possivelmente até a dissociação da molécula de água em hidrogênio e oxigênio, mais um calor intenso, o resultado foi uma explosão! Ou seja, o acidente foi mais uma “caldeira” explodindo, que vazou parte do combustível nuclear.

Não sei como está agora, mas se o combustível vazado (Urânio) que continuará emitindo radiação gama por aproximadamente 7,0 x 10^8 anos (U235), mas se o material for contido e a zona for descontaminada, poderá ser apropriada a vida novamente.

A própria natureza nos dá a fórmula para conter a radiação gama, uma delas é o chumbo, pois é último estágio do decaimento nuclear do urânio e a outra é a água, que é reage com a radiação gama se ionizando e assim contendo a radiação. Outra forma de conter que está naturalmente disponível é através do silício e do ouro, que possuem propriedades refratárias e reflexivas dessa radiação.

Ou seja, se o material dentro do reator já está contido e caso tenha uma pequena parte escapado, é bem provável que a natureza já tenha se ocupado de conter essa radiação, pois pela chuva temos a água e na crosta terrestre o que mais tem é sílica, além da sílica presente no cimento, é bem provável que essa radiação já esteja contida. Caso me oferecessem uma casa e um salário para repovoar Chernobyl, eu iria!

Já existem vários animais vivendo na região!

Fukushima: O terremoto de Fukushima (que os japoneses chamam Tohoku) atingiu 9,0 na Escala Richter e foi um dos mais quatro ou cinco mais fortes já registrados. Para que tenham uma ideia, causou efeitos geofísicos quase inimagináveis: a ilha de Honshu foi movida 2,5 m para leste, o que obrigou a uma recalibragem de toda a rede GPS (algumas estações registraram uma variação de até 4 m); a inclinação do eixo da Terra e a duração do dia foram afetadas de forma mensurável pelos abalos provenientes dele. O litoral da região teve a sua cota topográfica reduzida em mais de 0,5 m, ao longo de centenas de quilômetros, em questão de minutos (e tem gente preocupada com 0,2 m de elevação do nível do mar em 120 anos, do que se trata de outra mentira e falsa ciência dos aquecimentistas).

Não há estruturas construídas pelo homem capazes de sair incólumes de um choque dessa magnitude (com 9,8 Richter, qualquer rocha conhecida vira farelo; a escala é logarítimica) e, a propósito, a usina de Fukushima Daiichi até conseguiu sobreviver ao terremoto, mas o problema foi a tsunami de 15 m que a alagou (há vídeos na internet, impressionantes) e “apagou” os geradores diesel do sistema reserva de refrigeração do reator, causando a sequência de problemas que resultou no derretimento parcial do seu núcleo e as suas consequências. E, convenhamos, foi muito azar, pois aquele reator seria desativado em poucos meses e substituído por um modelo de última geração da Hitachi-Toshiba, intrinsecamente seguro, que se autodesliga em casos assim. (Contribuição Geraldo Lino.)

Ou seja, meus caros amigos, o problema da energia nuclear é a falta de conhecimento técnico e informações que são falsas, dadas por alarmistas, pessoas sem conhecimento, ambientalistas inescrupulosos, uma imprensa tendenciosa (além do que, eu duvido que o repórter ou o redator consulte um especialista).

Por Dr Thiago Maia

GÊNESE DO EL NIÑO – Por Luiz Carlos Molion

El Niño-Oscilação Sul (ENOS) é um processo geofísico que ocorre no Oceano Pacífico Tropical e é um exemplo admirável de interação oceano-atmosfera que interfere no clima global e regional. É constituído de dois componentes, o oceânico, denominado El Niño (EN) propriamente dito, e o atmosférico, a Oscilação Sul (OS). O EN é caracterizado por anomalias positivas da temperatura da superfície do mar (TSM), ou seja, águas mais quentes que as normais se estabelecem no Oceano Pacífico Tropical Centro-Oriental, próximo à costa oeste da América do Sul. Quando as anomalias de TSM são negativas, dá-se o nome de La Niña à fase fria do EN. A OS é a variação zonal da pressão atmosférica ao nível do mar (PNM) sobre o Pacífico Tropical, medida tradicionalmente em dois centros, Tahiti (Polinésia, Pacífico Oriental) e Darwin (Austrália, Pacífico Ocidental) e é quantificada por sua diferença padronizada entre esses dois centros com que se define o Índice da Oscilação Sul (IOS). Em geral, índices negativos, em que a PNM é mais baixa no Pacífico Centro-Oriental que no Pacífico Ocidental, coincidem com eventos El Niños, enquanto índices positivos, em que as diferenças de PNM são contrárias, correspondem a eventos La Niñas. Essa coincidência ocorre em cerca de 65% dos eventos. Eventos El Niño fortes aumentam a temperatura da baixa troposfera global, pois injetam grandes quantidades de calor sensível e calor latente na atmosfera tropical como foi constatado em eventos recentes. Por exemplo, no El Niño de 1997/98, a temperatura global registrou um desvio positivo de +0.74°C em abril de 1998 e, no de 2015/16, a temperatura global de fevereiro de 2016 atingiu a marca de +0,83°C acima da média (dados do Microwave Sounding Unit -MSU). No Brasil, é aceito que, de maneira geral, se têm secas nas Regiões Norte e Nordeste e excesso de chuva nas Regiões Sul e Sudeste em eventos El Niño, ao passo ocorre o contrário em eventos La Niña.

Acredita-se que os impactos do processo geofísico sejam conhecidos, porém sua origem ainda não está bem estabelecida. A hipótese mais aceita é que o Pacífico Tropical, dada sua extensão, tenha uma frequência natural de oscilação resultante da interação entre os campos de PNM, e ventos associados, e as águas do oceano. Devido às PNM altas na costa oeste da América do Sul, os ventos Alísios sopram forte de Leste para Oeste, arrastam as águas que se aquecem nesse trajeto e se acumulam na região Austrália/Indonésia, formando a chamada “piscina de água quente do Pacífico Ocidental”, associada às PNM mais baixas.  Na costa oeste da América do Sul, essa retirada das águas superficiais provoca ressurgência de águas frias, ou seja, águas profundas sobem à superfície para repor as que estão sendo arrastadas, fazendo que essa região apresente TSM cerca de 10°C mais frias que as do Pacífico Ocidental e apresente PNM mais altas. A diferença de PNM entre o Leste e o Oeste é responsável pela persistência dos ventos Alísios. As águas, ao se acumularem no Oeste, empurram as camadas inferiores do oceano local para baixo, um efeito semelhante a comprimir uma mola. Como água é um fluido incompressível, eventualmente as camadas inferiores do oceano (termoclina) reagem com um movimento brusco para cima e expulsam as águas superficiais mais quentes. Isso dá origem a uma onda interna sub-superficial no oceano, de cerca de 100 metros de espessura, denominada Onda de Kelvin, que se propaga da Austrália/Indonésia em direção à costa do Equador/Peru, levando cerca de três meses para cruzar o Oceano Pacífico. O calor transportado pela Onda de Kelvin aquece as águas da costa do Equador/Peru. As águas superficiais aquecidas abaixam as PNM, reduzem, ou até invertem, a diferença de PNM entre o Leste e o Oeste, enfraquecendo ou invertendo os Alísios, o que faz cessar a ressurgência e aumentar ainda mais as TSM. Tem-se, então, um El Niño instalado, que poderá persistir por 6 a 18 meses. Na retaguarda da Onda de Kelvin, encontram-se águas mais frias e esse déficit de calor também é transportado para Leste e, quando chega, dissipa o El Niño, dando origem a sua fase fria, o La Niña. As águas frias, agora presentes, fazem a PNM aumentar no Leste do Pacífico e novamente a diferença de PNM entre o Leste e o Oeste do Pacífico aumenta e intensifica os Alísios, restabelecendo a ressurgência e fazendo com que as águas fiquem mais frias na costa oeste da América do Sul e sejam empurradas para Oeste. O processo geofísico, como um todo, se repete, semelhante a uma imensa “gangorra oceânica”, oscilando Leste-Oeste durante 6 a 7 anos até que a viscosidade restabeleça a neutralidade das TSM.

Como foi dito, não se tem conhecimento adequado sobre as causas físicas da gênese do processo ENOS. É realmente uma oscilação natural ou há necessidade de uma força externa para que o processo se inicie? Se for uma força externa, uma possível candidata seria a força gravitacional lunar sabidamente responsável pelas marés. O Ciclo Nodal Lunar define a variação da inclinação do plano da órbita da Lua em relação à superfície terrestre. Como esse plano é inclinado com relação ao equador, a Lua passa, relativamente falando, 14 dias no Hemisfério Norte e 14 dias no Hemisfério Sul durante o ciclo de 28 dias de suas fases. A inclinação ou declinação do plano orbital, porém, não é “fixa”. Ela varia de sua posição máxima de 28,6°N a 28,6°S de latitude para a mínima de 18,4°N a 18,4°S de latitude num intervalo de 9,3 anos e retorna para a posição máxima em mais 9,3 anos, totalizando um ciclo de 18,6 anos. Em um intervalo de aproximadamente 10 anos, o plano da órbita lunar se situa fora dos trópicos, ou seja, sua declinação é maior que 23,5° (latitude dos Trópicos do Câncer e Capricórnio). Nessas circunstâncias (declinação entre 23,5° e 28,6° de latitude), o componente da força gravitacional lunar é maior na direção equador-polo e acelera as correntes marinhas, particularmente a do Golfo (América do Norte) e a de Kuroshio (Japão), transportando mais calor da região tropical para as latitudes mais elevadas. Isso faz com que as águas do Pacífico Norte e do Atlântico Norte fiquem mais aquecidas que o normal e torne o clima dos países banhados por elas, como a costa oriental da Ásia, América do Norte, Europa Ocidental, Inglaterra e Escandinávia, mais ameno e úmido.  O plano da órbita lunar se situa dentro da região tropical (declinação entre 18,4° e 23,5°) durante cerca de 9 anos e o componente de sua força gravitacional é maior na direção Leste-Oeste. A exportação de calor para fora dos trópicos é reduzida, mais calor é retido e redistribuído zonalmente dentro dos trópicos. Ao invés da oscilação natural, a força gravitacional da Lua é que empurraria e empilharia inicialmente as águas no Pacífico Ocidental. Daí por diante, o estabelecimento do evento El Niño seguiria a hipótese acima, ou seja, as camadas mais profundas do Pacífico Ocidental comprimidas respondem bruscamente e disparam a Onda de Kelvin que transporta o calor para o Pacífico Oriental. Na Figura anexa, mostra-se a estranha coincidência de eventos El Niño intensos, como os de 1941/42, 1957/58, 1977/79, 1997/98 e 2015/16, terem ocorrido quando a declinação do plano da órbita lunar se situou dentro dos trópicos, ou seja, entre o Ponto Médio #2 e o Ponto Médio#1, passando pelo mínimo lunar. Notem que os eventos são espaçados de 19 anos (ver Tabela). Se isso não for coincidência, é possível prever a ocorrência de futuros eventos El Niño fortes. Os eventos intermediários, como os de 1982/83 e 1986/87, podem estar associados ao Ciclo das Apsides Lunares (8,85 anos) e/ou seu submúltiplo (4,4 anos), ou ainda, serem resultantes da oscilação Leste-Oeste da termoclina que, em conjunto com a interação oceano-atmosfera atuando nos campos de PNM e de ventos, forçam as TSM do Pacífico Tropical a retornarem ao estado de neutralidade. Chama-se a atenção, também, para a coincidência de o Atlântico Norte ter começado a se resfriar a partir de 2006/2007, ano em que o plano da órbita lunar atingiu sua declinação máxima (28,6°). Em resumo, a Lua pode interferir no clima regional indiretamente por meio de sua ação gravitacional ao modificar, em primeiro lugar, a velocidade das correntes marinhas e o transporte de calor meridional e, na sequência, mudar a configuração das TSM, particularmente nos setores norte do Atlântico e do Pacífico que têm suas bacias fechadas. A configuração de TSM modificada por duas décadas muda a atmosfera sobrejacente e o clima.

El niño

Fotos perdidas mostram que o gelo ártico derretia mais rápido nos anos 30 e 40 do que hoje!

Fonte do parceiro Fakeclimate!

FakeClimate

Em um estudo divulgado na última edição da revista especializada Nature Geoscience, pesquisadores da Dinamarca e dos Estados Unidos descobriram imagens que indicam que o gelo da Groelândia estava derretendo mais rápido nos anos 30 do que agora.

Segundo informações da Universidade do Estado de Ohio (EUA), os cientistas comparam fotos da época com registros feitos por avião e satélite a partir da Segunda Guerra e acreditam que um rápido período de resfriamento no meio do século XX fez novo gelo se formar. Na virada do século, contudo, começa um novo período de aceleramento do derretimento das geleiras.

Ver o post original 544 mais palavras